Anthares
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Formado na cidade de São Paulo por um grupo de amigos que se divertiam tocando covers, o Anthares tornou-se uma realidade em 1985, quando a primeira formação da banda se consolidou com Evandro Júnior na bateria e Pardal Chimello no baixo, remanescentes até hoje, além dos guitarristas Cristian Echenique e Zé Aranha e do lendário vocalista Henrique "Poço".

Com a definição do nome, proveniente de uma estrela da constelação de Escorpião, o quinteto partia então para a composição de seu próprio material. Sua parte lírica já retratava a alienação social em toda a sua diversidade, temas como os distúrbios da mente humana, a violência social e o caos mundial das guerras, do pesadelo nuclear eram prioridade no direcionamento contestador da banda desde suas primeiras composições, seguindo uma nova vertente que começava a conquistar o mundo, o Thrash Metal.

O show de estreia do Anthares aconteceu em julho de 1985, quando a banda subiu ao palco para abrir o show do já conhecido Titânio. Impossível imaginar o que estaria por vir após sua primeira aparição no cenário paulista. Este show representou o estopim de diversas apresentações antológicas, como por exemplo o festival  realizado na cidade de São José dos Campos em 1987, onde o Anthares tocou com Sarcófago e Tharithimas, diante de um público de 1800 pessoas. A banda também se apresentou diversas vezes no extinto Raimbow Bar, na época o principal ponto de concentração de headbangers da capital paulista. A banda superou todos os recordes de público em suas apresentações, numa delas, em agosto de 1987, o público superou as expectativas por duas noites consecutivas. O Anthares também participou do lendário festival em São Paulo no ano de 1988 ao lado das bandas Sepultura, Ratos de Porão, Korzus, Attomica e WCHC.

Diante de tanta exposição que a banda experimentava, logo surgiram os primeiros convites de selos nacionais dispostos a contratar o Anthares para lançar o álbum de estreia. Em 1986 a banda flertou com o extinto selo Lunário Perpétuo que havia  lançado no mercado o primeiro álbum do Vulcano. O Anthares chegou a gravar algumas músicas que fariam parte do álbum de estreia, mas algum tempo depois o selo encerrou suas atividades. Vieram novas propostas de selos importantes da época, como a Cogumelo Records, por exemplo, mas a banda optou por trabalhar com a Devil Discos que já mantinha contato com o grupo. O Anthares entrou em estúdio em 1987 para gravar, enfim, seu álbum de estreia intitulado "No Limite da Força". As gravações aconteceram em São Paulo, onde outra banda paulista - que se tornaria muito importante para a cena nacional brasileira - o Viper havia acabado de gravar seu álbum de estreia. O "No Limite da Força" tornou-se um sucesso quase imediato, pois a cena da época já aguardava seu lançamento há algum tempo. O Anthares partiu para a estrada e viveu grandes momentos no período 87/89.


Em 1989, vieram as primeiras e profundas mudanças na formação, algo que o grupo nunca havia enfrentado desde sua estabilidade a partir de 1985. Primeiro, a saída de Cristian Echenique, que se mudou para o Chile, seu país de origem. Em seu lugar, chegou o guitarrista Eduardo "Topperman" Scarellis, que tocou na primeira formação do Korzus. Alguns meses depois, era a vez do vocalista Henrique "Poço" deixar a banda. Foi como o fim de um ciclo de grandes  conquistas e, ao mesmo tempo, um recomeço imprevisível. Pouco se ouviu falar do Anthares no biênio 90/91 e, enquanto muitos se perguntavam sobre seu destino, a banda trancava-se nos estúdios batalhando pela reconstrução de seu futuro.

Em 1991, o guitarrista Aranha cedeu seu lugar a Mauricio Amaral, ex-Megaforce. Surgiram alguns vocalistas entre os anos 90/91, porém nenhum conseguiu se manter na banda. A formação só se estabilizou definitivamente apenas no final de 1991, com a chegada do vocal Renato Higa, que gravou com o Anthares duas demo-tapes importantes, "Canibal" (1993) e "Retaliation" (1995), bastante divulgadas na cena underground da época.

Com Evandro Júnior (bateria), Pardal Chimello (baixo), Eduardo Topperman e Mauricio Amaral (guitarras) e Renato Higa (vocal), o Anthares ressurgiu. As músicas passaram a ser cantadas com letras em inglês, já que o objetivo era alcançar o mercado externo. Com a nova formação devidamente entrosada, o Anthares caminhou para a sua primeira década de vida. O grupo retomou às suas atividades, compondo novas músicas e realizando diversos shows. As apresentações se concentravam principalmente na capital e em cidades do interior do estado de São Paulo. As novas composições mostravam uma nova cara da banda, com um estilo mais técnico, e que seguia as principais tendências da época.

Em 1996, os objetivos de vida de cada um dos membros da banda seguiram caminhos distintos e a banda decidiu encerrar suas atividades.


Os anos se passaram, até que em 2004, Frank Gasparotto, músico de uma banda paulistana chamada Maniac, procurou os integrantes da última formação do Anthares e insistiu para que a banda realizasse ao menos uma apresentação. Sua banda Maniac faria um show no bar underground chamado "Magic Bus" e a grande atração da noite seria a volta do Anthares aos palcos para uma apresentação única após quase oito anos de inatividade. O ex-vocalista Renato Higa estava morando fora do Brasil e, como não havia substituto para o show, o próprio Frank se ofereceu para substituí-lo. Finalmente o Anthares voltou a se reunir, a expectativa do público para a volta da banda e todo o clima criado para o evento fez o local ficar completamente lotado. A banda vivenciou uma noite histórica e inesquecível. Aquilo que seria uma única apresentação se tornou o primeiro show da volta do Anthares. Frank Gasparotto passou então a assumir os vocais e a banda voltou definitivamente a ativa, focada em se apresentar em diversas regiões do país, tocando as músicas do clássico álbum "No Limite da Força" até meados de 2006.


Em 2008, o vocalista Frank decidiu se dedicar a outros projetos, o que acarretou na sua saída da banda. Mais uma vez o Anthares revivia mudanças na formação, mas desta vez, com um show agendado em São Paulo, o grupo convidou às pressas um antigo fã da banda, Diego Nogueira, baixista da banda Blasthrash, para assumir os vocais. Sua experiência como vocalista era a de backing vocal na sua banda, mas Mauricio havia visto há pouco tempo ele cantando numa jam, o que chamou sua atenção. Diego encarou o desafio, com o passar do tempo passou a ganhar respeito e admiração de todos por sua dedicação e talento. A banda partiu então para a realização de shows memoráveis por todo o país, realizando gigs inéditas em sua carreira. O Anthares pela primeira vez se apresentou em capitais como Fortaleza, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e cidades importantes  como  Joinville/SC,  Caruaru/PE,  Castanhal/PA, Ceilandia/DF, dentre outras, além do circuito paulista. Novas composições, como "Pesadelo Sulamericano" e "Corporação do Terror", já faziam parte do repertório dos shows e o Anthares passou a viver talvez sua melhor fase após quase 30 anos de existência. Faltava o grande divisor de águas, algo que o grupo perseguia há alguns anos, mas o tempo passava de forma implacável como uma contagem regressiva. Chegava enfim a hora de lançar um novo álbum!


O ano de 2015 transformou-se marcante para o Anthares! Para celebrar seus trinta anos de existência, a obsessão por lançar um novo álbum com músicas inéditas se concretizou. A banda entrou em estúdio para iniciar as gravações de "O Caos da Razão" em meio a realização de shows. Os integrantes do Anthares debruçaram-se na produção do álbum ao lado do produtor Roberto Toledo no Estudio 44 em São Paulo e, finalmente, em 30 de abril de 2015 o álbum foi oficialmente lançado numa parceria entre a banda e o selo Mutilation Records. "O Caos da Razão" superou as expectativas e foi muito elogiado pela cena  underground nacional, porque soube unir uma produção de grande qualidade a  musicas que expressam o sentimento oitentista do Thrash praticado pela banda ao longo de três décadas. O álbum esteve na lista dos mais vendidos no Brasil por semanas e a banda preparou uma grande festa no Hangar 110 em São Paulo para comemorar seu lançamento, trazendo como bandas convidadas: Executer, Comando Nuclear, Infamous Glory e LeMars.

Para coroar definitivamente a nova fase, o Anthares lançou seu vídeo clipe oficial da música "Ócio", faixa integrante de "O Caos da Razão". O clipe foi produzido por João Mauricio Leonel, o mesmo produtor do clipe de "Blood of Irons" do Krisiun, e contou com a participação de dezoito figurantes, todos eles amigos e fãs do Anthares, que contracenaram com a banda numa grande produção que reuniu equipe de filmagem, maquiadores e equipamentos de última geração. O clipe está disponível no canal oficial da banda no Youtube.

Se você nunca teve a oportunidade de ver o Anthares ao vivo, então fique ligado, pois a banda está fechando parcerias importantes com produtores. Expandir suas fronteiras é um dos objetivos da banda para os próximos anos e seus integrantes já estão iniciando um novo processo de composição de material. O Anthares segue adiante, nos vemos em breve na estrada!